As pessoas têm uma noção errada a respeito do Tempo. Para o senso comum, o Tempo é um senhor idoso, de cabelos compridos sobre os ombros, e longa barba branca. Um velho sábio e contido, de voz de trovão, ainda que calma...
Se você também pensa assim, não poderia estar mais enganado.
O Tempo é um moleque mimado e arteiro. É uma criança, apesar dos seus milhares de anos de idade. O Tempo é orgulhoso e egocêntrico, não espera por ninguém, não dá bola pra ninguém. O Tempo sai correndo quando você mais precisa dele, e faz de tudo pra chamar a sua atenção quando você não tá nem aí. Ele não entende que poderia dar uma paradinha de vez em quando, e não te ouve nem quando você implora por mais um minutinho. O Tempo é um pré-adolescente rebelde e encrenqueiro.
Mas como toda criança, o Tempo precisa de disciplina. Afinal, o Tempo tem muito potencial. Ele só precisa de uma direção, de uma trilha segura, de objetivos. Se você puder criar o seu Tempo, educá-lo, cuidar direitinho dele, com certeza você terá um tesouro nas mãos.
O Tempo não cura nada, o Tempo não sabe de nada. Quem cura mesmo é o Amor. Esse, sim, é um cara maduro, vivido, e sábio. O Amor é seguro de si, é firme sem ser estúpido, é manso sem ser leso. E o Amor pode fazer o Tempo se desenvolver... e pasme: em troca, o Tempo fará o Amor crescer também...
Só não esqueça de uma coisa: não pressione tanto o Tempo. Afinal, ele é só uma criança...
sexta-feira, 20 de maio de 2011
Mitologia (ou A Verdadeira Face do Tempo)
terça-feira, 26 de abril de 2011
Top Five Eportes Radicais que eu vou praticar em 2011
Uma das minhas decisões de Ano Novo (sim, ainda dá tempo de falar sobre isso) é que, em 2011, eu finalmente vou levar à sério minha saúde e que vou praticar esportes. Mas, sabe, queria sair um pouco do senso comum e comecei a pesquisar novas modalidades que me inspirariam a ser um praticante regular.
Dessas minhas pesquisas, elaborei um TOP FIVE dos melhores esportes que, sem dúvida, você vai me ver praticando ainda neste ano. Confira!
Dessas minhas pesquisas, elaborei um TOP FIVE dos melhores esportes que, sem dúvida, você vai me ver praticando ainda neste ano. Confira!
sábado, 12 de fevereiro de 2011
Jimmy Bolha
Eu tive um professor de cursinho que dizia a seguinte frase: "Tem época de vacas magras em que a gente não é aprovado nem em exame de fezes..." Mau gosto e humor duvidoso à parte, não pude deixar de lembrar disso hoje, e vou explicar o porquê...
É que depois de passar a quarta-feira de cama, espirrando que nem um condenado, com a cabeça pesada (e nem era a minha consciência... juro!), numa crise de rinite, decidi que era hora de procurar um médico. Você sabe como é, homem só vai ao médico quando a parada é grave! Então reuni forças e parti para a Clinicor, conversar com a Dra. Maria Aparecida Ribeiro de Matos, alergista (ou alergologista???).
Voltei para a cadeira. Sorridente e no piloto-automático, típico de quem faz isso o tempo todo, a médica marcou meu antebraço com uma caneta e foi pingando uma gotinha de cada frasco que estava sobre a mesa. Elogiou meu manto lipídico (obrigado, Protex!!!) e, enquanto eu conversava animado, ela simplesmente foi furando a minha pele com uma agulha... Minha curiosidade costumeira me impulsionou, e ela disse, bem tranquila, que era para os agentes alergênicos penetrarem na epiderme... Cara, isso não podia ser boa coisa!
Ela mandou eu voltar para a sala de espera. O sorrisinho dela não estava mais condescendente. Reparei aquele brilho meio sádico no olhar, que todos os médicos tentam esconder mas que o Dr. House insiste em escancarar... Sentei. Fui tuitar, já que eu tinha esquecido minha revista em casa.
Primeiro, senti apenas um leve formigamento. Um minuto depois, uma coceira diabólica. Depois, uma queimação que me fez ter vontade de arrancar o braço. Claro que eu aguentei firme. Havia crianças na sala de espera. Eu tinha que dar o exemplo. Dez minutos de espera, com o meu braço pipocando, parecendo ter vida própria, sendo desfigurado por umas "empolações" esquisitíssimas. Não sentia dor. Mas confesso que fiquei em dúvida se aqueles tais "agentes" não tinham entrado na minha corrente sanguinea...
A médica me chamou, e abriu a porta para mim, simpática. O curioso foi olhar para a reação dela quando viu meu braço! Ela virou pra mim e disse: "Você é alérgico à tudo!" E foi aí que a frase desagradável do meu professor de cursinho veio à memória. Não passei no teste de alergia... e aqui vai a lista:
- Ácaros de todas as espécies.
- Germes.
- Pelos de animais.
- Penas (de animais, também!).
- Baratas (tanto a germânica quanto a americana, frise-se).
- E uma pá de outras coisas das quais eu não me lembro agora.
Desfiou uma série de recomendações. Quase me proibiu de eu mesmo fazer a limpeza da minha casa (o quê!?!)... tenho que comprar máscara, capas antialérgicas para os colchões e travesseiros, me livrar dos tapetes, providenciar limpeza 2 vezes por semana, lavar roupa de cama com água quente (!!!), desligar o ar-condicionado antes de dormir... E mais: raio-x da fuça pra confirmar sinusite e vacina todo mês (detalhe: R$ 50 sem cobertura do plano de saúde). É por essas e outras que eu não curto muito ir ao médico! Agora tenho receita para um spray nasal (coisinha potencialmente viciante).
E no fim das contas, pensei no Jimmy Bolha, e dei total razão para o Howard Hughes (O Aviador). Finalmente, algumas de minhas manias favoritas agora têm receita médica!
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